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domingo, 3 de outubro de 2010

Volume de água em países árabes deve cair até 30% nos próximos 40 anos

     Os países árabes formam uma das principais regiões a serem abatidas pelas mudanças climáticas, mas ainda faltam-lhes uma ação integrada contra os efeitos desse problema mundial, disseram especialistas durante conferência nesta semana.      Secretário-geral da ONU diz que mundo não freia ritmo de extinção de animais e vegetais
     Ipea afirma que Norte e Nordeste sofrerão mais com mudanças climáticas
     Geleiras podem desaparecer completamente ainda neste século, diz analista
     Mais seco e quente, e com clima menos previsível, o volume de água deve cair de 20% a 30% até 2050, segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
     Com clima menos previsível, países árabes possuem seis dos dez locais do mundo que sofrem com falta de água
     Os estados árabes, ricos em petróleo e com uma população que cresce rápido, necessitam de uma vontade política para agir. A região árabe possui seis dos dez locais que sofrem com a falta de água.
     Os cidadãos têm acesso a uma média de mil metros cúbicos de água por ano ou o mesmo que sete vezes menos que a taxa mundial. Esse número deve, ainda, ser reduzido para 460 metros cúbicos até 2025.
     Além da água, as nações árabes também precisam lidar com a elevação do nível do mar, que coloca em risco algumas pequenas ilhas como Bahrain e as do golfo árabe.

Monte Kilimanjaro pode estar perdendo gelo por causa de ar seco e desmatamento

     O gelo que está no topo do monte Kilimanjaro, na África, diminiu 15% desde 1912, mas não são somente as mudanças climáticas as responsáveis pelo fenômeno, indica um estudo.      A conclusão é de Nicholas Pepin e colegas da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, que chegaram à conclusão de que o desmatamento local também colaboraria em parte com o problema.
     Ipea afirma que Norte e Nordeste sofrerão mais com mudanças climáticas
     Governo brasileiro estuda medidas para conter desmatamento no cerrado
     BID empresta US$ 162,5 mi a São Paulo para conservar florestas
     Entre setembro de 2004 e julho de 2008, os pesquisadores coletaram, a cada hora, dados sobre a umidade e a temperatura em dez locais elevados do Kilimanjaro.
     Pepin acredita que o desmatamento das últimas década está reduzindo a umidade do ar e estendendo os prejuízos para o topo do monte. O calor durante as horas do dia geraria uma onda de ar quente e úmido que interferiria nas condições do monte.
     Além disso, o ar quente provocaria a redução da neve do Kilimanjaro, essencial para reabastecer o gelo e refletir a luz solar.

Mundo dobra o uso de água subterrânea em quatro décadas

EDITOR INTERINO DE CIÊNCIA

     A humanidade se tornou uma usuária tão sedenta das águas subterrâneas do planeta que essa exploração pode ser responsável por um quarto do aumento anual do nível dos oceanos. O dado vem de um artigo aceito para publicação na revista científica "Geophysical Research Letters".
     Volume de água em países árabes deve cair até 30% nos próximos 40 anos
     ONU critica acesso desigual à água que prejudica pobres e refugiados
     Nele, uma equipe liderada por Marc Bierkens, da Universidade de Utrecht (Holanda), traça um mapa não muito animador do estado das reservas subterrâneas mundo afora.
     Usando estatísticas e simulações de computador sobre a entrada e saída de água dos lençóis freáticos, Bierkens e companhia estimam que a exploração de água doce subterrânea mais do que dobrou dos anos 1960 para cá, passando de 126 km3 para 283 km3 por ano, em média.
     A questão, lembram os pesquisadores, é que ainda não dá para saber o preço exato da brincadeira, porque ninguém tem dados precisos sobre a quantidade de água subterrânea no mundo. Mas, a esse ritmo, se tais reservas fossem equivalentes aos célebres Grandes Lagos dos EUA e Canadá, essa fonte de água seria esgotada em 80 anos.

Comitê indica que Dinamarca pode ficar livre de combustíveis fósseis até 2050

29/09/2010 - 11h41
DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

     A queda no custo da produção de energia renovável e, em contrapartida, o aumento nos preços de petróleo e gás permitirão à Dinamarca desenvolver uma rede de energia totalmente livre de combustíveis fósseis até 2050.
     Especialistas sugerem uso de espelhos para gerar energia
     Espanha irá cortar subsídios a produtores de energia renovável
     A informação consta em relatório organizado por uma comissão formada por orientação do governo dinamarquês.
     Segundo estudo de comissão, produção de energia eólica se tornaria mais econômica para a Dinamarca a longo prazo
     De acordo com o estudo, energias provenientes da ação do vento e da biomassa poderiam atender à maior parte dos requisitos de energia do país.
     Outro aspecto salientado pela comissão sobre a aposentadoria de combustíveis fósseis é que esta solução poderia sair mais econômica para o país a longo prazo.
     O documento recomenda ainda ao governo que comece imediatamente a destinar 0,5% do PIB (produto interno bruto) do país em pesquisas no campo de energias renováveis.
     O governo deve se pronunciar sobre o estudo até novembro.

Baleias-azuis são vistas no litoral de Los Angeles

     Exemplares do maior mamífero do mundo, a baleia-azul, foram avistados pela primeira vez muito próximos da costa de Los Angeles, na Califórnia.
     Atraídos pela abundância de krill, o pequeno crustáceo que vive em águas geladas e forma a base da alimentação das baleias, cerca de 200 animais estariam no litoral entre Santa Mônica e Newport.
     Cada baleia-azul come cerca de 40 milhões de krills por dia, por isso seguem os cardumes dos crustáceos.
     Biólogos acreditam que o fenômeno meteorológico La Niña, que resfria a superfície do Oceano Pacífico, tenha levado águas mais frias para perto do litoral de Los Angeles.
     Especialistas também criticaram o oportunismo dos donos de barcos de passeio, que viram na visita inédita uma oportunidade de faturar.



     Acredita-se que em todo mundo existam apenas cerca de 10 mil baleias-azuis, o que faz o acontecimento em Los Angeles ainda mais raro.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O professor careca

     Um dia, apareceu na escola um professor careca falando umas coisas de conservação da natureza. A mãe do menino disse que na certa o professor era careca porque tinha lavado a cabeça com a água do rio. Se o menino nadasse no rio, ia ficar com pele de sapo, e o mico ia ficar careca no corpo inteiro.
     O professor careca voltou à escola e falou umas coisas muito legais sobre a natureza, os bichos e as plantas. Disse até que a floresta não é perigos igual todo mundo acha. O menino ficou o tempo todo pensando se devia fazer a pergunta sobre os rios. Devagarinho foi aparecendo uma coragem e ele perguntou:
     - Por que todos os rios  são sujos?
     O professor ficou surpreso com a pergunta. Disse que nem todos eram sujos, pois ainda existia um rio limpo no mundo.
     - Onde fica esse rio?
     - Isto você vai ter que descobrir você mesmo, porque eu não sei - respondeu o professor.
     - Mas a gente pode nadar nesse rio?
     - Pode, pode até beber água. A água é fresquinha e transparente. Ele é cercado de mata, tem peixe no fundo e libélula voando na beirada.
     O menino ficou muito alegre em saber que ainda existia um rio limpo. Depois da aula, voltou para casa e contou tudo para o mico.Os dois decidiram então sair de casa e andar pelo mundo, procurando o rio limpo.Em cima da mesa da cozinha, o menino deixou um bilhete: "Pai e mãe: vou andar pelo mundo atrás de um rio limpo. Não fiquem preocupados, o mico vai comigo. Ele sabe muitas coisas e conhece muitos lugares. Um dia eu volto e trago um rio limpo pra vocês."
            

sábado, 18 de setembro de 2010

25/05/2009-08h44 Satélite europeu flagra rotas da poluição de navios

     Um mapa criado com imagens de satélite obtidas ao longo de sete anos flagrou um dos maiores poluidores ocultos do planeta: os milhares de navios que cruzam os oceanos, invisíveis da maioria das pessoas.
     Dois pesquisadores da empresa francesa CLS (Coleta Localização Satélites) usaram imagens de radar feitas pelo satélite europeu de monitoramento do ambiente Envisat e produziram uma imagem da densidade das rotas de navios em torno da Europa.
     A concentração de navios correspondeu perfeitamente aos pontos críticos de poluição sobre o continente por óxidos de nitrogênio, em geral também associados a áreas de intensa industrialização.Esses compostos lançados no ar, quando combinados com água, podem produzir chuva ácida ( Os gases poluentes sobem e são lançados na atmosfera, transportados pelos ventos, então o vapor d'agua reage com esses gases e formam ácidos).
     É a primeira vez que dados de detecção por satélite de navios por um período extenso são usados para criar uma visão global dos padrões de tráfego marítimo.
     Eles usaram imagens feitas pelo instrumento conhecido como Asar, o radar de abertura sintética do satélitedo satélite. Esse tipo de radar usa o movimento da sua plataforma - no caso, um satélite - para criar uma longa "antena" virtual e produzir imagens detalhadas. O Envisat é o maior satélite de sensoriamento remoto ambiental já lançado até agora.

Mar de poluição


     Novos estudos apontam que a poluição causada por navios é 50% maior do que se imaginava, e ela deve aumentar em 75%.
     Um carro que percorreu 15.000 km em um ano emitiu 101 gramas de óxidos de enxofre ; um navio movido a diesel que navega 280 dias por ano produz 5.200 toneladas de óxidos de enxofre.
     Estima-se que os navios emitam entre 18% a 30% de todos os óxidos de nitrogênio , 9% dos óxidos de enxofre e causem 4% das emissões de gases que causem o aquecimento global.
     *85% da polição marítima acontece no hemisfério Norte.
     * Em torno de 70% das emissões de poluição dos navios é feita no máximo a 400 km de terra.